
A crise energética em Cuba atingiu um nível crítico, com apagões generalizados deixando milhões de pessoas sem eletricidade em diversas regiões do país. Em Havana, capital cubana, relatos indicam que apenas um hotel de luxo segue com fornecimento regular de energia, enquanto grande parte da população enfrenta longos períodos no escuro, evidenciando o colapso do sistema elétrico nacional.
Os impactos são severos, especialmente na área da saúde. Cerca de 32 mil gestantes estão em situação de risco devido à falta de eletricidade, enquanto hospitais enfrentam dificuldades para manter UTIs em funcionamento, conservar vacinas e garantir a produção de medicamentos. A crise também se reflete na escassez de alimentos, combustível e insumos básicos, agravando o cenário humanitário e comprometendo serviços essenciais em todo o território cubano.
A deterioração do sistema energético está ligada ao endurecimento do embargo dos Estados Unidos, intensificado durante o governo de Donald Trump, que passou a ameaçar sanções contra países e empresas que forneçam petróleo à ilha. A medida reduziu significativamente o abastecimento de combustível, afetando diretamente a operação das usinas. Apesar disso, países como México e Rússia ainda mantêm algum nível de apoio, enquanto a China investe em projetos de energia solar, inserindo Cuba novamente no contexto de disputas geopolíticas entre grandes potências.
✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul
