
O Irã avalia o uso de estratégias militares não convencionais no Estreito de Ormuz, segundo reportagem do Wall Street Journal. Entre as possibilidades analisadas estariam o emprego de golfinhos equipados com minas para atingir navios, além da utilização de submarinos. A publicação também aponta que Teerã considera ações contra cabos submarinos de telecomunicações na região, o que poderia provocar impactos no tráfego global de internet.
De acordo com o jornal, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, divulgou um mapa detalhando a localização de cabos submarinos no Estreito de Ormuz, o que foi interpretado como um possível sinal de ameaça à infraestrutura. A região é estratégica para o fluxo de dados e, principalmente, para o transporte de petróleo, sendo uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
Analistas avaliam que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos enfraqueceu a capacidade de reação de Teerã. A medida interrompeu o funcionamento dos chamados “navios fantasmas”, utilizados para driblar sanções e manter o comércio de petróleo com a China. Para parte do cenário político iraniano, a ação americana é vista como um ato de guerra, enquanto especialistas apontam que, embora o país tenha gerado instabilidade no mercado, não conseguiu estabelecer controle efetivo sobre o Estreito de Ormuz.
✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul
