
A taxa de pobreza na Argentina recuou para 28,2% no segundo semestre de 2025, atingindo o menor patamar em sete anos, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Em comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 9,9 pontos percentuais, o que representa cerca de 4,5 milhões de pessoas que deixaram a condição de pobreza. O presidente Javier Milei comemorou o resultado nas redes sociais, destacando: “Dado, não relato”.
O recuo é atribuído a uma combinação de fatores econômicos, especialmente a desaceleração da inflação e o reforço em políticas de transferência de renda. A inflação anual caiu de 211% em 2023 para 31,5% em 2025, enquanto o principal benefício social do país teve aumento real de 50%. Apesar da melhora, ainda há cerca de 13,4 milhões de argentinos vivendo abaixo da linha da pobreza.
Nos últimos meses, no entanto, indicadores mais recentes acendem um sinal de alerta. Desde outubro de 2025, levantamentos mensais apontam uma leve reversão da tendência, com a pobreza voltando a se aproximar dos 30%. A desaceleração na queda dos preços dos alimentos e a recuperação incompleta dos salários informais colocam em dúvida a continuidade da redução nos índices.
✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul
