
O senador Jaques Wagner (PT-BA) deve oficializar nos próximos dias sua saída da liderança do governo no Senado. Alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o parlamentar resistia à pressão de setores do PT e do Palácio do Planalto, mas foi convencido por aliados baianos de que sua permanência no cargo ampliaria o desgaste político do governo e traria riscos à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wagner pretende alegar que o afastamento é necessário para focar em sua defesa.
Nos bastidores, o clima no entorno presidencial é de forte decepção. Interlocutores relatam que Jaques Wagner havia assegurado a Lula, mais de uma vez, que não havia motivos para uma ação policial contra ele. No entanto, a repercussão da operação aumentou significativamente após a divulgação de imagens do dinheiro apreendido pela PF e de suspeitas envolvendo um apartamento de luxo em Salvador, que ligariam o senador a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Uma entrevista coletiva recente concedida por Wagner também foi avaliada pelo governo como um desastre.
A Operação Compliance Zero apura crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas ligadas ao antigo Banco Master. A Polícia Federal aponta indícios de benefícios econômicos direcionados ao senador, que nega categoricamente todas as acusações. Wagner afirma que o imóvel citado nunca foi seu patrimônio, justifica que os valores em espécie são de diárias de missões internacionais oficiais e declarou que está à disposição para colaborar com as investigações.
📷 Reprodução / Senado
✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul
