
Um dia depois de promotores do Gaeco pedirem exoneração coletiva em protesto contra o parecer da cúpula do Ministério Público favorável à soltura dos presos, a Justiça do Maranhão manteve a maior parte das prisões da Operação Tântalo II.
A decisão saiu nesta segunda-feira (12/1) e foi assinada pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.
A decisão do TJMA vem na sequência de um abalo interno no Ministério Público. Promotores do Gaeco pediram exoneração coletiva no domingo (11), alegando que o parecer da Procuradoria-Geral favorável à soltura contrariava o trabalho técnico do grupo e enfraquecia o combate ao crime organizado.
A magistrada analisou os pedidos de liberdade apresentados pelas defesas, e o parecer do MPMA que defendia a soltura com medidas cautelares, mas concluiu que, no estágio atual, a prisão ainda é necessária para conter riscos à investigação e evitar nova atuação do grupo investigado por desvios de R$ 56 milhões em Turilândia.
Com isso, foram mantidas as prisões preventivas, as domiciliares com monitoramento eletrônico aplicadas a vereadores, além de afastamentos de cargos, suspensão de atividades econômicas e outras cautelares já impostas no curso do caso.
✅️ Fonte: Portal metropoles.com
🤳 TJMA/Divulgação
