
Um ano após a onda de intoxicações por metanol ligada a bebidas adulteradas, a polícia afirma ter identificado os principais envolvidos no esquema de falsificação em São Paulo. A crise deixou mortos e sobreviventes com sequelas permanentes, como Radharani Domingos, que perdeu cerca de 97% da visão após consumir três caipirinhas em um bar.
As investigações reuniram pelo menos seis inquéritos e apontam suspeitos responsáveis pela produção, comercialização e distribuição das bebidas falsificadas. A polícia ainda tenta descobrir a origem do metanol usado nas adulterações. Em 2025, foram confirmados 73 casos e 25 mortes no país; em 2026, até meados de agosto, eram 17 casos confirmados e outros 23 em investigação.
Além das vítimas fatais, sobreviventes enfrentam longos processos de recuperação. O ex-garçom Cláudio Crespi, por exemplo, perdeu a visão e precisou reaprender atividades básicas após passar nove dias em coma. Segundo a polícia, três suspeitos devem ser indiciados nos próximos dias, enquanto familiares das vítimas cobram punição e maior fiscalização na venda de bebidas.
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✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul
