Postos gaúchos enfrentam dificuldades para comprar combustíveis

Um levantamento do Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis do Rio Grande do Sul, aponta que 88% dos estabelecimentos, entre bandeirados e independentes, estão recebendo combustíveis de forma parcial por parte das distribuidoras. A situação ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e afetou a cadeia de abastecimento. Outros 12% dos postos informaram que seguem recebendo os pedidos integralmente.

De acordo com os revendedores, há maior dificuldade na aquisição de gasolina comum e aditivada, além dos tipos de diesel S500 e S10. O presidente do Sulpetro, Fabricio Severo Braz, afirma que, desde o início do conflito, as distribuidoras têm adotado uma política de entregas racionadas. Segundo ele, a restrição no fornecimento tem sido percebida pela maior parte dos associados nas últimas semanas.

Apesar do cenário, Braz ressalta que não há desabastecimento generalizado no Estado, mas sim rupturas pontuais no fornecimento. Ele explica que a Petrobras mantém cotas para retirada de produtos pelas distribuidoras, o que limita o volume disponível. Além disso, o aumento da demanda por combustíveis e a dificuldade dos postos independentes, que não possuem contratos fixos, têm intensificado a pressão sobre as distribuidoras e contribuído para as restrições nas entregas.

✅️ Fonte: Rede Pampa e Jornal O Sul

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